Imunoglobulina Humana

Tratamento com as Imunoglobulinas para as IDPs

As IDPs Imunodeficiências Primárias estão relacionadas há mais 160 doenças, classificadas de acordo com o defeito do sistema imunológico, que resultam nas infecções, doenças auto imunes e neoplasias. Cerca de 50% das IDPs acometem a imunidade mediada por anticorpos, as nossas defesas.

O uso da Imunoglobulina Humana tornou-se o tratamento padrão para pacientes com deficiência grave de anticorpos, reduzindo o risco de infecções, principalmente redução do número de pneumonias e da progressão da doença pulmonar crônica e suas seqüelas, nenhuma outra forma de tratamento se mostrou tão eficaz no controle dos processos infecciosos como a reposição das imunoglobulinas, pois reduz o número e a gravidade das infecções e hospitalizações, e que isso se traduz em redução da mortalidade e em melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

O primeiro paciente reconhecido como acometido por IDP foi descrito por Ogden Bruton em 1952, após a detecção de ausência da fração gama das globulinas em seu soro, o paciente foi tratado com Ig humana por via subcutânea e teve melhora dos quadros infecciosos. Desde então, o uso de Ig tornou-se o tratamento padrão para pacientes com deficiência grave de anticorpos.

 

As imunoglobulinas humanas podem ser administradas de diversas formas como intravenoso, intramuscular e subcutânea.

As imunoglobulinas humanas para uso intravenoso não são medicamentos genéricos, portanto são hemoderivado extraído do plasma humano de milhares doadores selecionados e fabricado para utilização.

Exames que devem ser realizados antes do início do tratamento com IgIV

 1. Dosagem das imunoglobulinas séricas (IgG,       IgA, IgM eIgE);

2. Dosagem de anticorpo a antígenos vacinais proteicos e polissacarídicos;

3. Hemograma;

4. Contagem de linfócitos T, B, NK e estudo de linfoproliferação, se possível;

5. Avaliação da atividade funcional dos sistemas, especialmente de órgãos com algum comprometimento, tal como os pulmões;

6. Avaliação da função hepática e renal;

7. Estudo genético quando disponível.

Cuidados com pacientes IDPs em tratamento com as Imunoglobulinas IgIV

1. A infusão de IgIV tem sido recomendada a cada 3-4 semanas, na dose inicial de 400-600 mg/kg, de modo que o nível sérico de IgG permaneça acima de 500 mg/dL em pacientes com agamaglobulinemia.

2. A monitorização dos níveis de IgG deve ser feita em intervalos de três meses até o máximo de seis meses, na dependência dos quadros infecciosos.

3. Exames laboratoriais como leucograma, VHS, PCR são utilizados para detecção de infecção subclínica. Embora se recomende a manutenção do nível de IgG acima de 500 mg/ dL, o mais importante, como já se mencionou, é o controle clínico do paciente.

4. Também é importante a monitorização da função renal e hepática, que deve ser realizada a cada 6 a 12 meses.

Ao indicar o uso da imunoglobulina, o médico deve estar atento a qualquer fator de risco de eventos adversos, tais como uso de contraceptivos orais, tabagismo, presença de infecção aguda e diarréia, entre outros.

Muitas vezes, é necessário hidratar o paciente ou administrar medicação analgésica, antitérmicos ou mesmo corticosteróide antes do início da infusão.

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